quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Andando

Sinto saudade de mim mesma, de como costumava ser, se como as coisas costumavam ser.
Acho que chega um ponto da vida que queremos muito de volta o que já foi. Você busca, busca, anda, anda... e onde você chega?

Você já está em outro lugar...

Uma vez, acho que não vou me esquecer, eu tinhas uns 8 anos, me perdi na praia. Eu seguia em frente, sem olhar pra trás, quando olhei, percebi que estava longe demais, logo, corri....
Nem sei o quanto andei, mas, certamente, já havia passado o lugar que eu estava. Eu era pequena e não sabia nada sobre pontos de referência - todos os lugares eram parecidos e ao mesmo tempo, desconhecidos.... talvez, familiares. Mas você nunca sabe, porque a sua cabeça não para. vem milhões de pensamentos; se você vai ver a sua família de novo, se vai voltar pra sua cidade, quem vai te achar e se isso vai demorar... Lembro que enquanto eu corria, eu chorava. Eu queria um dia, poder ter a minha vida de volta....


Acho que é assim, que vai ser assim, daqui pra frente... Porque eu já estou seguindo, um pouco parada, mas quando eu começar a caminhar -e ir longe- e perceber que eu não sei mais quem agora sou, vou querer voltar. Mas, com os anos os 'pontos de referência' mudam, e nessa tua volta, por cansaço, tu pode sentar num banco de uma praça, observar a paisagem, relembrar, ver que já está entardecendo, pegar um ônibus e voltar pra onde estava antes, ou agora... talvez seja a sua casa, ou não... quem sabe?

É, quem não quer voltar?

Não vai dando um medo de crescer?

E a vida não para, as responsabilidades só aumentam... mas nesse processo, você tem que amadurecer, crescer, se não, tu para. Nem volta, nem segue.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O que no fundo já sabemos, mas, não queremos...


O vento leva cada 'dente'...

Acho que nem sei como começar... é um pouco doloroso, acho que essa é  palavra certa.
Quando você está na escola, você sabe que lá na frente, cada um vai seguir o seu caminho... cada um vai parar em um canto... e pra juntar depois.... É como você achar as peças de um quebra-cabeça (montado, encaixado) que foi parar em cada parte da sua casa, logo após ele se dispersar pelo chão... E o que você faz? O que fazer?

Não sei, os últimos dias tem sido um pouco difíceis, aliás, quem sabe lidar com despedidas, quem sabe se acostumar logo de cara com a ideia de 'eles estão indo'? Bom, eu não sei... claro, em partes isso seria previsível, é uma coisa que sabemos desde quando uma amizade de escola começa...  Cada um vai pra um canto, cada um vai seguir a sua vida...
E no fim, acabou escola... e agora? E agora?
A ficha demora pra cair...

Todos estão indo e você ficando, claro, se você pudesse você iria atrás de cada um. O que queremos acreditar é que nos veremos sempre, que iremos visitar uns aos outros... que a amizade vai ser a coisa mais 'eterna'... Mas, não é!

O que fica são as lembranças... os ecos das músicas que cantamos juntos, das fotos que tiramos, das risadas que demos, das cartas que escrevemos, os lugares que frequentamos... e a vontade de ir um dia, no lugar que falamos que iriamos quando completássemos a idade....

Dói, dói, vai doer na hora de dizer 'tchau' - mas espero que seja mesmo um simples 'tchau'... O tchau vai ser a promessa de que todos nos veremos novamente - mesmo que demore uns 5 anos!

Eu pensei em tanta coisa, em tantos textos e explicalções... que agora eu nem mais sei. A realidade bate bem na cara!

Não sei como é que vai ser... mas temos que seguir, não é mesmo?


-Não tenho mais coragem de soprar um dente-de- leão, prefiro guardar... Não quero ser o tempo que vai separar uma amizade que durou por muito tempo, até crescer...

Acho que amizades são dentes de leão... crescem juntos e quando estão prontos, vem o vento ou alguém e sopra... cada um vai pra um canto, com suas sementes... criam raízes e ficam lá... e segue o ciclo da vida...



É só um tempo... estou feliz por quem conseguiu!