segunda-feira, 18 de março de 2013

Texto dos outros

Digamos que esse é o melhor texto que você lerá toda sua vida!
Existe um sentimento que, para mim , é talvez mais intenso que o amor. Mais profundo que a paixão. Não que ele seja mais intenso no grau em que ele balança as emoções, tremelica a alma, e colore de vermelho os pensamentos. Seria algo que o inglês chama deinfatuation - mas, sem a rapidez que a definição da palavra mostra, esse é um sentimento que vem devagar, toma conta de nós como areia movediça, uma teia sentimental. Esse sentimento é o apego.
O apego não surge de repente. Ele aparece com os anos. Diferente do amor, que é algo sublime, Divino e incontestável, que pode surgir automaticamente (no caso amor maternal , paternal e fraternal) ou com o tempo (em relacionamentos duradouros) , e também diverso da paixão, que é repentina, arrebatadora e dínamo de loucuras, o apego é assim: chega em sua casa silenciosamente, com sua pequena maleta, e vai espalhando seus pertences pela sua mobília. Você nem nota. Dentro de sua casa, pessoas entram e saem, convidados derramam vinho no tapete - e ninguém nota as fotos que ele pendurou nas suas paredes. Ele dorme na sua cama, sem que você saiba. Ele faz tranças nos seus cabelos enquanto você sonha acordado, sem perceber. Mas um dia , quando você se olha no espelho após ter tomado sua xícara de café, vestido de pijama e bom senso , você pensa - eu me apeguei - e ZÁS , eis que surge ele, com uma imponente máscara preta de carnavais venezianos. O APEGO, em negrito e maiúsculas.
Inicia-se então uma jornada de “aperto no peito” (existe outra definição melhor para “aperto no peito” do que “aperto no peito”? Creio que não.) e saudades. Porque o apego é assim. Ele dói. Ele é uma coleira invisível que te amarra a pessoas, fatos, lembranças, objetos, manias irritantes suas e dos outros também. Por mais que não se goste daquilo ao qual se é apegado, não adianta - você se apegou. E como a raposa de Saint-Exupéry já afirmou sabiamente emO Pequeno Príncipe , “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Tal frase não poderia definir melhor essa sensação de angústia, dor, aprisionamento, delícia e nostalgia que é o apego. É uma flor que você é obrigado a regar todos os dias, por vezes regando com carinho , outras vezes com desgosto.
E é devido a esse apego, a essa algema que une nossos corações a pequenas migalhas de eternidade espalhadas pelo cotidiano que nos faz manter no armário aquelas caixas abarrotadas de cartas. A guardar o frasco vazio daquele perfume antigo. A continuar passando por aquela rua, só para ver o jardim tão bem cuidado daquela senhora. A permanecer junto a alguém, mesmo que as coisas não estejam tão bem , mas simplesmente porque você não consegue se imaginar acordando sem ver ao seu lado o travesseiro docemente amassado por onde ela se deitou. A continuar morando com ela, porque é aquela espuma de shampoo que ela deixa no chão do box que te faz sentir vivo. A permanecer unida a ele, porque são as mãos dele, magras, segurando o volante, que fazem você olhar para as estrelas e agradecer a Deus e ao Infinito por estar ali. É aquela imagem dele , sorrindo, recolhendo com aquelas mãos o pó de café que ele derramou sobre a mesa que te fazem suspirar de júbilo nos momentos à sós.
Piegas , banal ou sensato, o fato é que a verdade, para mim, é só essa. Quando se tem apego, não existe mais a carne puramente carne, o desejo simplesmente desejo, o amor somente amor . Você cativou a raposa. O príncipe te cativou. Um liame , curto e imperceptível, te liga àquelas memórias, àquelas pessoas, àqueles rostos. Anos se passarão, e mesmo se o contato com essas pequeninas almas ficar perdido , elas estarão lá, embalsamadas nas nossas humildes sinapses. Um segredo: você pode ter desaparecido da minha vida, mas com as minhas lembranças, ah, eu olho para seus olhos todos os dias…
É o apego que, muitas vezes, deixa ainda mais árida a dor de um fim de relacionamento. Quando o caminho do casal se bifurca, resta o medo: “Eu nunca mais vou vê-lo? Nunca mais conversaremos?” Não é a vontade de voltar para os braços para a pessoa. Não é desejo. Porque o apego é a revolta. É a inocente indignação de não poder, nunca mais, ter com ela os mesmos momentos que haviam antes. Nunca mais ver comédias antigas na televisão. Nunca mais brigar pelo último chocolate. Nunca mais ver o sorriso dela ao entrar no seu carro. Nunca mais conversar com ela, tagarelar com ele, a menor banalidade que seja. Não saber mais como anda a vida dele. Os dias dela. Se está contente. Se cortou o cabelo. Se aquele arranhão sarou. Meu Deus, nunca mais ver a cicatriz daquele arranhão. Nesse momento, o arranhão torna-se mais monumental que as pirâmides do Egito. O arranhão, naquele joelho, guarda nele todas as suas saudades. Todas as suas vontades. Pessoas que não voltam mais. Tesouras que não voltam atrás.
Certa vez pedi um cappuccino em um balcão, sorrindo. E o barista me disse: “O café vai bem com um sorriso.” E ao me entregar a xícara de café, notei que ele havia desenhado na espuma um pequeno sorriso, e embaixo, lia-se: SMILE. Aquele pequeno presente, perecível, desmanchável em apenas uma volta com a colher, foi, para mim, a tradução do apego. Em um só gole, o sorriso e a palavra se desmanchariam em café e leite, e aquele momento terminaria tão logo quanto a bebida. Pudesse eu eternizar aquele café! Fosse aquilo um flerte ou uma mera gentileza, o barista jogou ali em minha xícara pequenas migalhas da eternidade dele , que acabaram perdidas em espuma. Disse a ele o quanto tinha achado tudo aquilo belo e doce, tomei a minha bebida, paguei, e fui embora, com a quase certeza de que nunca mais o veria novamente, tampouco a espuma.
E tudo perdeu-se em espuma. A espuma do leite, a espuma do mar, a espuma do shampoo, a espuma do beijo. Nesse mundo de espumas, somos todos príncipes e raposas algum dia. Apegados àquele arranhão.

Incontida





Não, eu não consigo me conter, não consigo parar de pensar. Pensamentos me levam longe, onde, talvez, eu não devesse ir. Faz mal. simplesmente não dá pra deixar de ir, eles simplesmente me levam, ás vezes, numa tal velocidade que mal posso acompanhar - ás vezes, nem sinto.

Vez em quando corro de um lado pro outro, incontidamente, sem rumo algum. Eu corro pelo corredor, corro pela sala, pela cozinha, pelo meu quarto. Penso em escrever, em ligar, tirar as roupas do armário, arrumar toda a bagunça que andei fazendo, mas, não, não sai nada. Não consigo fazer uma coisa de cada vez quando isso ocorre.


Leio as cartas, os textos, visualizo as fotos... observo...
O tempo passou, certo? Mas será que só passou pra mim, e não pra todas as pessoas da fotos, textos, cartas? Por que, de repente, todo mundo sumiu?
Por que tudo mudou?





quinta-feira, 7 de março de 2013

- Me joguei em cima de você


Vai dizer que eu já sabia desde o início no que aquilo tudo iria dar. Confesso, eu armei uma cena, ou duas e nós dois fomos os protagonistas, destinados a ficar juntos até o final daquela festa. Você, o mais bonito, alto, cheiroso, charmoso, se vestia bem, mas foi seu sorriso e sua educação me fez criar essas 'ceninhas', sabe?

Não, eu não sou engraçada sempre, nem tão bonita sempre, mal uso maquiagem e aquele vestido foi a última vez que o usei. Não sou médica, como você, mas morro de vontade de ter uma família, e meu sorriso é tão sincero quanto o seu.



Nos sorrimos, nos olhamos, alguém veio nos apresentar, conversamos por algum tempo, Confesso, eu tava um tanto nervosa e eu nunca bebo, mas naquele dia eu exagerei no vinho e ri alto de mais. Você logo percebeu, aqueles saltos estavam me matando e muitos olhares me incomodavam, nos sentamos, você me apresentou pros seus amigos e seus tios, percebi que aquela sua amiga não foi muito com a minha cara, eu aposto que ela tem uma 'quedinha' senão um 'tombo' por você, isso é coisa normal. Como é normal também você não notar, eu já simpatizei com ela, então sorri, mas ela te chamou pra conversar de canto.

Começou a tocar uma música que eu amava então comecei a cantar, eu estava bêbada, você apareceu e eu te convidei pra dançar. Dançamos. Eu senti seus olhos em mim o tempo todo, não tive coragem de te encarar, me senti como se tivesse 17 anos. Tomei coragem e olhei.


(continua)


terça-feira, 5 de março de 2013

3x4

E aí, e se o seu mundo mudar?


Pensava ela, lá pelas duas da madrugada, uma diversidade de coisas, mudanças que simplesmente pareciam não se encaixar á vida dela. Coração que disparava ao pensar nas consequências, tentava sempre ter um pensamento positivo 'vai dar certo', afinal, sua vida precisava melhorar.

Não dava pra aceitar o regresso, não dava pra voltar os degraus de uma escada que se subiu com muito esforço, noites de sono roubado, dias cansativos, pesados... simplesmente não dava pra descer do nada!
OU será que era  pra começar tudo novamente?

A madrugada corria, corria também a chuva lá fora. " Por que as coisas parecem tão complicadas?", pensava, questões que pareciam não ter respostas...

Era a vida que corria lá fora, eram seus sonhos cada vez mais distantes, ou, talvez, perto, ela já nem sabia mais. Sempre fora tão crente de que tudo daria certo, de que Deus queria sim, o seu melhor - ela não deixara de acreditar.


Talvez, apenas talvez, tivesse que ser assim mesmo. Mas, digo que, uma pessoa assim, como ela, não deveria estar assim. Tinha um mundo nas mãos, outro dentro da sua cabeça - apenas na dela, via o mundo de fora, via com outros olhos, amava com um outro coração...

Ela era vida, era força.... - ela só não sabia...




Apagou a luz dos olhos, encostou a cabeça no seu travesseiro molhado...


"Fica pra outro dia, ser uma obra-prima"





sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Aquela última carta


"Eu gostei de uma pessoa sem coração!!"


{- e ele destruiu o meu também}





Certa vez, caí na besteira de te escrever uma carta. Não, não foi uma, foram várias, quase como um diário. Nunca soube o endereço e a coragem para enviá-las. Os anos passaram e eu fui me deparando diante de todas estas, que foram se queimando num piscar de olhos, ou melhor, no riscar dos fósforos. Era quase um ritual.
Fui matando você de dentro de mim, fui queimando meus pensamentos em relação á você - que eram vários, procurei outra pessoa pra sonhar e projetar minha vida.

Nós sabíamos que eu não seria uma adolescente pra sempre, hora ou outra minha cabeça ia mudar mesmo; você já deve estar focado em outras coisas, assim como estou também. Do passado, não tenho mágoas, apenas boas lembranças, algumas risadas, aliás, eco delas. A verdade é que a gente muda- um tanto clichê, eu sei.

Nenhum de nós irá voltar ao que éramos, o corpo e a cabeça já não permitem mais. Alcançamos tal amadurecimento, que não nos permite simplesmente 'desligar' o mundo e voltar pras conversas no meio da tarde e fim da madrugada. Não dá pra largar tudo, assim, só pra conversar.


Eu sempre vou gostar de escrever, talvez isso não mude, o que mudou é que eu não vou gostar de escrever sempre. Mas, a questão é que, sobrou uma carta - só uma- e ela me trouxe aqui, diante de você!








Nenhuma estatística ainda, verifique mais tarde



Do alto dos 19, me pego olhando pra frente, nos planos que posso fazer, das coisas que poderia fazer {Poderia fazer se tivesse mais tempo livre, se não precisasse trabalhar, se não precisasse de dinheiro - o qual não julgo tão importante na minha vida
Pensamentos estes, adiam meu sono pra bem depois (pensamentos que levam a nada). Acordo com a estaca no zero, pensar muito me faz andar em círculos; ter uma mente tão criativa e estar acordada não dá certo; tenho ótimas ideias e já me vem o "não dá"}.

Somos consumidos pelo agora, somos cercados de obrigações. O problema é que acabamos sendo realistas demais. Artistas não são realistas, mas, mesmo assim o admiramos. Advogados, pessoas do poder (pessoas que ganham bem) tem pensamentos concretos, fundados em algo que é real, irrefutável - tá ali, não se nega. Eles vêem jornal, estudam teorias, criam suas teses, argumentos  e por aí vai... Artistas, de todas as suas maneiras, vivem pensando, pensando e pensando, criando... normalmente eles põe pra fora, nas mais diversas manifestações artísticas possíveis.

{- do alto dessa muita ou pouca idade, tenho diversos pensamentos, criações, mas apenas na mente. Como todo pássaro, eu nasci pra voar, não pra ficar nessa gaiola (cadeia) que me 'obriga' a seguir um padrão, cumprir minhas obrigações...}



E os sonhos? E os planos?



"Nenhuma estatística ainda, verifique mais tarde".






quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

VAI PASSAR

Mas tudo passa, por que você não iria passar?




"- Oi!!
- Oi, como tu está?
- Ah, (fiquei um pouco pensativa) bem... e você?
- O que você tem?
- Sei lá, senti a sua falta...
- Eu estou bem, minha vida tá corrida...
- É, eu percebi...
- Guria...
- Oi?
- Você sabe o que significa esse silêncio, não é?
- Sei. Nós não temos mais nada em comum, não temos mais assunto e, talvez você tenha passado seus dias conversando com outra pessoa, sei lá. Eu entendo...
- Perdão por eu ser assim. Não queria que as coisas chegassem a esse ponto... É que você tomou um grande espaço aqui... Eu não quero te magoar..
- Eu???? Magoada??? Não estou magoada... Agora você vai dizer que a culpa foi toda minha???
- Calma! Sempre seremos amigos, certo?
- Tá!! Aliás, sempre fomos isso, não é?
- I...
- Olha, nem fala nada, eu vou desligar!!"


Só sei que eu fiquei pensando, pensando e pensando.... "Não foi dessa vez", "Acho que nós dois nos enganamos"... é, houve um IMENSO engano; as músicas não tinham significado, muito mesmo o gelo na barriga, o falatório, a ansiedade, as mãos suando... Era normal, não era?



Talvez eu venha te encontrar numa loja de discos, você com sua nova 'amiga', eu, com aquela camiseta que você deixou em casa e aquele shorts jeans rasgado, sabe, aquela combinação do All Star azul, como na música do Nando Reis....


Mas eu sei... lá no fundo você vai lembrar...



Ah, vai...







(vai passar)

Body & Soul

"Então do que adianta eu dizer todas estas coisas, se sei que no fundo, vai dar em nada; palavras não vão te mudar, nenhum sorriso sincero vai descongelar seu coração.
Você só quer ouvir e fazer o seu rock, rasgar seus jeans e cortar as golas e mangas de suas camisetas com alguma estampa, de alguma banda, sei lá, ou alguma frase "revolucionária" - pra você, é lógico!

Não, encher a cara todas as noites não vai melhorar sua vida, só vai te presentear com uma ressaca pesada ao amanhecer... Tá, eu sei, você não vai se arrepender, você é jovem, afinal de contas!

Você pode até ficar irritado comigo, por me intrometer, por escrever essas coisas sobre você, mas não tô te dando lição de moral, não, muito menos te pedindo pra mudar, pois eu vou te amar desse jeitinho que você é, mesmo!

Tá, você pode bancar o mais revoltado possível, pode por rock pesado pra tocar - rock esse que não vai me deixar dormir, pode me dar respostas grossas, pode até não responder nenhuma das perguntas que te faço, se irritar fácil comigo, eu não ligo!

Nada, NADA nesse mundo vai me fazer desistir de você; eu sei o que há por trás da tatuagem. Eu te carreguei no colo, já morri de preocupação, como também já fiquei bem brava com você... Do sangue que corre nas tuas veias, corre nas minhas, não tenho motivos pra desistir.

Eu sei que no fundo, a pessoa que eu conheço está gritando e pedindo pra voltar.

O menino assustado pode querer voltar pra casa- e deixar a revolta pra fora.


Eu vou estar esperando, com os braços abertos.


Só quero que saiba que, se eu soubesse o que esses anos difíceis causaram, teria te protegido de tudo, teria me calado mais vezes e falado na hora certa, sei que ainda não é tarde. Peço á Deus pra nos guiar...



Cadê meu bom garoto?


- Eu nem te conheço mais"




terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

É um fim?


Volta e meia me pego pensando nele e em todas as conversas que tivemos, até o dia que ele sumiu de vez, sem dizer nada. A verdade é que nunca entendemos por que uma pessoa vai assim, do nada, sem nenhum motivo, ou, sem você ter dado nenhuma razão (aparente) pra ele sumir sem deixar pista nenhuma sobre seu paradeiro.

É, talvez você saiba sim, tá na internet, e se ele te deixou, é por que ele está com outra. É, ele talvez esteja meio 'casado', mas não veio ainda lhe informar isso, e talvez, nunca venha. Talvez não volte.

Você serviu por todos esses anos, aliás, serviu pra quase nada, mas já era alguma coisa.

E aí, o que é que você faz? Manda um e-mail falando que não precisa mais dele, que quer se ver livre, e jura que não vai mais escrever. Ou, sei lá, manda esse e-mail decisivo e logo depois mais outros, já que ele não responde?
Aproveita pra ver as fotos desse novo casal 20 e os acha um casal perfeito, mesmo sabendo que eles nem combinam tanto assim?

E aí, alguém me diz o que se faz?

Sei lá, junta todas as músicas que ele mandou e começa a ouvir e jurar que não tinha motivo algum pra elas significarem tanto?

O que se faz?
Muda o cabelo, as roupas, põe silicone, entra no inglês, no espanhol, no francês, nas aulas de violão, guitarra e acordeon; tira novas fotos, escreve pra uma coluna de revista, manda indiretas.... o que se faz?

E aí?

E, se acabou, onde estão os créditos finais?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

... e 13

Como se o tempo parasse nunca, ele voou e me trouxe aqui, mais uma vez. Eu diante dos meus erros, acertos, diante da vida, de um coração que grita no peito implorando por um pouquinho de emoção; coração e corpo inteiro pedindo por mais.

Não fosse minha vida, um amontoado de erros e acertos, veio junto também uma chuva de "nãos", que escorria pela minha pele e tornava cinza tudo o que tocava.

"Não" é uma palavra pesada, ás vezes, capaz de despigmentar qualquer coisa colorida e alegre causada por outra palavra, o "sim". Sendo então, o não, portas fechadas e o "sim", portas abertas, vou bater em todos os "nãos" que me aparecerem pela frente!

Não dizem que "aguá mole, pedra dura, tanto bate até que fura"?


Algo me diz que não podemos ser 'menos' por muito tempo, a vida pede por mais, se Deus pedir mais de mim, me doarei. Me cansei dos 'nãos'!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Novo

/Eu teria insistido no mesmo erro diversas vezes...  várias e várias vezes... Teria rido da mesma piada sem graça, teria errado a resposta que eu sabia decoradamente, de trás pra frente e vive versa...

/Eu sei ler o teu olhar, sei o gosto do teu paladar... sei de todas as tuas manias - assim como você sabe das minhas...

Teria dito o que eu disse diversas vezes...


(até brigarmos, mais uma vez)


Nunca daríamos certo, pois tudo se encaixa e fazemos uma bagunça enorme...

Minhas pernas tremem ao te ver e você nunca sabe o que me dizer.... - mas só no começo...


Não sabemos nunca como começamos  e nunca queremos um fim...



É, é mais um ano. Estamos calados... mas quem vai começar?