sábado, 21 de maio de 2011

ainda é tarde demais pra desistir - ou tentar...

Ainda me sinto golpeada pelas palavras que ouvi logo cedo, todos os objetos dessa casa, falavam comigo, ou pelo menos diziam algo... as músicas me soaram como uma chuva de verdades... Verdades que só eu não via...

Acordei com o toque insistente do telefone que me chamava no andar de baixo, eu, em sonhos atendia á esse telefonema, tentava conversar alguma coisa, mas, não, o telefone não parava de tocar... estava ele lá, insistente, me chamando. Acordei com a dúvida enorme de quem seria, logo nas primeiras horas da manhã... mas, mesmo assim, virei do lado, e tentei retornar ao meu sonho. Não tinha mais ninguém lá, todos já tinham ido, e só me restou naquele cenário do passado, sozinha. Eu e o telefone. Pisquei; só me restou, sozinha, com aquelas imagens em sépia....
- E o telefone?

Tudo bem, tudo bem, vamos levantar... Estava frio, peguei um casaco, estava sozinha em casa, desci as escadas, e fui ao telefone. Estava lá, sem me dizer nada, e no identificador, um número que eu não conhecia - e vendo agora, não faço a mínima questão de saber...

Se fosse há um tempo atrás, um número desconhecido, me soaria como esperança, simplesmente pela possibilidade de ser uma outra pessoa, simplesmente pela possibilidade de uma resposta diferente, uma conversa diferente....

- Mas uma coisa não muda: é a realidade, já levantei há horas atrás. Eu continuo não tendo o que falar, e ainda não gosto de telefonemas....

- E hoje está bem longe - ou perto - de ser segunda-feira....

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Who are you? Who? Who?

Foi assim, me vendo sem você, que eu pude ver como eu era.
Um eu, mas sem você....

Se quer saber bem a verdade, pra poder enxergar direito eu preciso dos meus óculos, do contrário, a visão é meio embaçada, a cabeça dói.... e se eu tinha algum interesse em ver, acabo perdendo. É, eu não enxergo direito.
Acho que foi com isso que eu acreditei que para eu poder viver, precisava de um algo á mais, que fizesse parte da minha vida, assim como o meu óculos.
Mas você não me fazia enxergar melhor, muito menos, pensar melhor - eu vivia a sua vida. A sua vida fora da minha.
Então o que era pra ser junto, acabou sempre se tornando algo solo. Pedi inúmeros convites para entrar... você não aceitou nehum. Nenhum sequer. E quem mais tentou fui eu, eu sempre insitia, mandava mais perguntas, vivia a perguntar de ti....
Mesmo não tendo nehuma resposta eu continuava....

Acontece é que o tempo passa, é o tempo passou e eu nem tinha percebido, o que era comum se tornou raro, escasso - e sim, eu me vi ali, juntando as gotas, os cacos.. pra poder tornar inteiro... um inteiro que na verdade nem era inteiro, era bem menos da metade, mas mesmo assim, eu me vi lá, ajoelhada, juntado. Enquanto eu juntava, doía, porque eu via muito de mim ali; não tinha nada seu... nada... era só eu, eu ali pedindo pra voltar.... pedindo, pedindo... e nada! Nada!
Mas nessas horas, sempre tem um espelho - ainda bem que tem um espelho! Me vi cheia de lágrimas, de dor, lamentações, culpa... e quem era aquela menina, por que ela estava assim? Quem é ela?


Eu mudei o meu cabelo, deixei tudo aquilo pra trás... eu sou diferente agora, nada parecida com aquela menina idiota, insegura, chorona. Eu nunca fui de fazer tudo aquilo, mas porquê fiz? Pra alguém que nem ligava muito...
Hoje, eu olho pra frente, de cabeça erguida, nada, nada pode me abalar...

Você não vai passar por mim, mais uma vez....

Sem que você perceba, pelo menos!




Vai! Vai! Vai! Vai!

Já passou.... calma!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

New perspectives!

De repente, as coisas param, os acontecimentos param de acontecer, a água deixa de correr, o clima é quase o mesmo todos os dias... os mesmo programas de TV, as mesmas coisas a serem feitas na internet. As mesmas páginas do livro - aliás, você, há dias, não sai da mesma!

Dedos acostumados a digitar a mesma história, o mesmo enredo, as mesmas esperas, perguntas, respostas óbvias...

É, ta certo, você já viveu de tudo, você já sabe de tudo!
- Certo?
- Errado!

Não sei porque isso acontece, mas acontece muitas vezes... Olhando pra trás, é quase estranho você não lembrar como foi a semana... porque foi quase a mesma.. muda uma coisa ou outra, mas não deixa de ser a mesma!

Os mesmos filmes, mesmas histórias....

O sorriso apagou, ou apenas continua o mesmo.. você feliz por fatos acontecido há anos atrás...


De repente,  vi que já fazia mais de um ano... a história não é mais a mesma...



Nem você!



Acorda!