sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mais um dia sem você



A questão é que estou cheia. Cheia de tudo, não tem mais espaço - ou ainda sobra tanto... Como preencher, se é que eu quero preencher...
Eu não falo palavrões, mas pra ser bem sincera, queria descarregar tantos... tantos que até não sei o nome!!!

Estou tão, mas tão cheia que nem sei de estou deixando transparecer!
É tanta saudade, tanta nostalgia, talta falta, tantas presenças indesejáveis. Tá tudo tão estranho, mas ao mesmo tempo familiar.... Não sei se quero mesmo saber, ou se deixo como está!

Não sei até que ponto, até que força, até que palavras, textos, imagens (em sépia, ás vezes coloridas) aguento....

Não sei se aguento segurar as duas pontas da corda.... talvez seja melhor soltá-las....



Deixa estar...

Já me disseram que tudo passa, quem sabe talvez também você venha a passar....






quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sobre o que eu não sei

Vamos concordar, sempre tem uma pessoa;  sempre tem que ter uma pessoa.

Seja lá quem for, ela vai te fazer coisas que você duvidaria que faria, sentir coisas que não pensaria em sentir, seguir caminho pelos quais jamais pensou que encontraria!

Pode ser qualquer tipo de pessoa, não estou falando de amor, falo também de amizade, companheirismo, cumplicidade... falo também daquilo que muitas vezes ignoramos... as coisas mais simples e óbvias...

O que seríamos de nós sem as pessoas? Seriámos pessoas destinadas a ser uma só, a seguir um só caminho, a descobrir o que já estava descoberto?

Agora eu penso que tudo um dia vai valer á pena, que não existe uma despedida eterna, pois nós não sabemos sobre o amanhã... você pode encontrar uma pessoa muitos anos depois... você pode apenas acenar, como pode também conversar...

Não sei, mas eu acho que muitas coisas, só dependem do tempo!

Eu mesma cheguei a conhecer pessoas que eu jamais pensaria em conhecer... a viver coisas que eu julguei impossível...

Eu não posso contar, mas vocês, se é que alguém lê, também acharia impossível, inacreditável...


Mas, ás vezes parece que há uma pausa, pois não posso dizer que é o fim... aliás, ninguém vai saber quando é o fim..., os laços foram cortados, sem direito á ligações. Sem direito a ois, até mais, como vai... sem relatos de como foi o seu dia, o que aconteceu no passado...


Ás vezes é assim, o laço de desfaz....


- E você não sabe como fica!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O pôr-do-sol



Quem nunca sentiu saudades. Quem nunca sentiu saudades numa fase que não mais sentia nada?

Os dias, em si, eram muito parecidos... ela não tinha compromissos, não tinha mais nada. aliás, ela tinha sim, mas não queria fazer nada...
Ela gostava de coisas normais, mas, nunca chegaram a saber disso... ela também gostava de coisas bem impróváveis... ela gostava até do que você gosta.
Claro que ela não contava, você sempre acabava descobrindo na hora... você, claro, percebia que ela gostava, mas não dizia nada. Era evidente que mesmo apesar de anos, você ainda não a conhecia...


Acordou cedo, ouviu as pessoas lá em baixo conversando... abriu os olhos, viu as horas, fechou os olhos... voltou a dormir... mas ela ainda ouvia tudo...
Mais tarde ouviu passos na escada, alguém entrou no quarto... um convite pra sair da cama, mas não...

[...] Levantou, inventou algo para comer...
Nesse dia ela leu, andou de lá-pra-cá muitas vezes... se sentou... viu como ia a vida; se levantou e foi aindar.
- Ia visitar uma amiga, essa era a desculpa... na verdade ela só queria andar...
A amiga não estava lá, mas tudo bem, ela voltou... passou no super-mercado, comprou algo...

... Fez o caminho mais longo, sem muita pressa... observava tudo...

Eis que ela vê o pôr-do-sol... - o sol aquecia pouco... ela olhou pro horizonte... lembrou de um sentimento, lembrou de quando fazia esse caminho todos os dias, ao voltar da escola... ela lembrou... sentiu a tal da 'saudade', mas, mesmo assim, ela sorriu.

Tinha sido muito bom, ela agora sabia apreciar toda a sua vida. Via a beleza lá nos cantos da memória...

Ela gostava de Legião Urbana... entre tantas outras bandas, músicas...

Ah, é, ela viu o pôr-do-sol... num lugar entre-a-cidade-e-o-campo, era belo, muito belo, ela sorriu, ouvia músicas...

Só sei que ela pensou bem assim "Lembrei de você agora..."


Sim, ela queria saber, mas estava vivendo uma liberdade... e...

sábado, 21 de maio de 2011

ainda é tarde demais pra desistir - ou tentar...

Ainda me sinto golpeada pelas palavras que ouvi logo cedo, todos os objetos dessa casa, falavam comigo, ou pelo menos diziam algo... as músicas me soaram como uma chuva de verdades... Verdades que só eu não via...

Acordei com o toque insistente do telefone que me chamava no andar de baixo, eu, em sonhos atendia á esse telefonema, tentava conversar alguma coisa, mas, não, o telefone não parava de tocar... estava ele lá, insistente, me chamando. Acordei com a dúvida enorme de quem seria, logo nas primeiras horas da manhã... mas, mesmo assim, virei do lado, e tentei retornar ao meu sonho. Não tinha mais ninguém lá, todos já tinham ido, e só me restou naquele cenário do passado, sozinha. Eu e o telefone. Pisquei; só me restou, sozinha, com aquelas imagens em sépia....
- E o telefone?

Tudo bem, tudo bem, vamos levantar... Estava frio, peguei um casaco, estava sozinha em casa, desci as escadas, e fui ao telefone. Estava lá, sem me dizer nada, e no identificador, um número que eu não conhecia - e vendo agora, não faço a mínima questão de saber...

Se fosse há um tempo atrás, um número desconhecido, me soaria como esperança, simplesmente pela possibilidade de ser uma outra pessoa, simplesmente pela possibilidade de uma resposta diferente, uma conversa diferente....

- Mas uma coisa não muda: é a realidade, já levantei há horas atrás. Eu continuo não tendo o que falar, e ainda não gosto de telefonemas....

- E hoje está bem longe - ou perto - de ser segunda-feira....

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Who are you? Who? Who?

Foi assim, me vendo sem você, que eu pude ver como eu era.
Um eu, mas sem você....

Se quer saber bem a verdade, pra poder enxergar direito eu preciso dos meus óculos, do contrário, a visão é meio embaçada, a cabeça dói.... e se eu tinha algum interesse em ver, acabo perdendo. É, eu não enxergo direito.
Acho que foi com isso que eu acreditei que para eu poder viver, precisava de um algo á mais, que fizesse parte da minha vida, assim como o meu óculos.
Mas você não me fazia enxergar melhor, muito menos, pensar melhor - eu vivia a sua vida. A sua vida fora da minha.
Então o que era pra ser junto, acabou sempre se tornando algo solo. Pedi inúmeros convites para entrar... você não aceitou nehum. Nenhum sequer. E quem mais tentou fui eu, eu sempre insitia, mandava mais perguntas, vivia a perguntar de ti....
Mesmo não tendo nehuma resposta eu continuava....

Acontece é que o tempo passa, é o tempo passou e eu nem tinha percebido, o que era comum se tornou raro, escasso - e sim, eu me vi ali, juntando as gotas, os cacos.. pra poder tornar inteiro... um inteiro que na verdade nem era inteiro, era bem menos da metade, mas mesmo assim, eu me vi lá, ajoelhada, juntado. Enquanto eu juntava, doía, porque eu via muito de mim ali; não tinha nada seu... nada... era só eu, eu ali pedindo pra voltar.... pedindo, pedindo... e nada! Nada!
Mas nessas horas, sempre tem um espelho - ainda bem que tem um espelho! Me vi cheia de lágrimas, de dor, lamentações, culpa... e quem era aquela menina, por que ela estava assim? Quem é ela?


Eu mudei o meu cabelo, deixei tudo aquilo pra trás... eu sou diferente agora, nada parecida com aquela menina idiota, insegura, chorona. Eu nunca fui de fazer tudo aquilo, mas porquê fiz? Pra alguém que nem ligava muito...
Hoje, eu olho pra frente, de cabeça erguida, nada, nada pode me abalar...

Você não vai passar por mim, mais uma vez....

Sem que você perceba, pelo menos!




Vai! Vai! Vai! Vai!

Já passou.... calma!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

New perspectives!

De repente, as coisas param, os acontecimentos param de acontecer, a água deixa de correr, o clima é quase o mesmo todos os dias... os mesmo programas de TV, as mesmas coisas a serem feitas na internet. As mesmas páginas do livro - aliás, você, há dias, não sai da mesma!

Dedos acostumados a digitar a mesma história, o mesmo enredo, as mesmas esperas, perguntas, respostas óbvias...

É, ta certo, você já viveu de tudo, você já sabe de tudo!
- Certo?
- Errado!

Não sei porque isso acontece, mas acontece muitas vezes... Olhando pra trás, é quase estranho você não lembrar como foi a semana... porque foi quase a mesma.. muda uma coisa ou outra, mas não deixa de ser a mesma!

Os mesmos filmes, mesmas histórias....

O sorriso apagou, ou apenas continua o mesmo.. você feliz por fatos acontecido há anos atrás...


De repente,  vi que já fazia mais de um ano... a história não é mais a mesma...



Nem você!



Acorda!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Estranhando.

Hoje eu acordei diferente. Acho que é mesmo real o mudar de vida.
Não sinto mais vontade e nem saudade de muita coisa. Acho que aquela fase fou embora com o meu cabelo, rs.

Ás vezes, a realidade é o melhor remédio, se afastar do que te intristece.

Se isso aqui é um diário, não sei. Talvez seja, talvez não. Não me importo; não quero, pelo menos aqui, falar de um sentimento mútuom, não quero que o meu publigo geral sejam os outros. Não me importo com isso.
Aprendi que primeiro você tem que fazer por você, os outros depois virem reconhecer, é consequência...


É isso! Tô nova - novamente. hahaha

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Andando

Sinto saudade de mim mesma, de como costumava ser, se como as coisas costumavam ser.
Acho que chega um ponto da vida que queremos muito de volta o que já foi. Você busca, busca, anda, anda... e onde você chega?

Você já está em outro lugar...

Uma vez, acho que não vou me esquecer, eu tinhas uns 8 anos, me perdi na praia. Eu seguia em frente, sem olhar pra trás, quando olhei, percebi que estava longe demais, logo, corri....
Nem sei o quanto andei, mas, certamente, já havia passado o lugar que eu estava. Eu era pequena e não sabia nada sobre pontos de referência - todos os lugares eram parecidos e ao mesmo tempo, desconhecidos.... talvez, familiares. Mas você nunca sabe, porque a sua cabeça não para. vem milhões de pensamentos; se você vai ver a sua família de novo, se vai voltar pra sua cidade, quem vai te achar e se isso vai demorar... Lembro que enquanto eu corria, eu chorava. Eu queria um dia, poder ter a minha vida de volta....


Acho que é assim, que vai ser assim, daqui pra frente... Porque eu já estou seguindo, um pouco parada, mas quando eu começar a caminhar -e ir longe- e perceber que eu não sei mais quem agora sou, vou querer voltar. Mas, com os anos os 'pontos de referência' mudam, e nessa tua volta, por cansaço, tu pode sentar num banco de uma praça, observar a paisagem, relembrar, ver que já está entardecendo, pegar um ônibus e voltar pra onde estava antes, ou agora... talvez seja a sua casa, ou não... quem sabe?

É, quem não quer voltar?

Não vai dando um medo de crescer?

E a vida não para, as responsabilidades só aumentam... mas nesse processo, você tem que amadurecer, crescer, se não, tu para. Nem volta, nem segue.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O que no fundo já sabemos, mas, não queremos...


O vento leva cada 'dente'...

Acho que nem sei como começar... é um pouco doloroso, acho que essa é  palavra certa.
Quando você está na escola, você sabe que lá na frente, cada um vai seguir o seu caminho... cada um vai parar em um canto... e pra juntar depois.... É como você achar as peças de um quebra-cabeça (montado, encaixado) que foi parar em cada parte da sua casa, logo após ele se dispersar pelo chão... E o que você faz? O que fazer?

Não sei, os últimos dias tem sido um pouco difíceis, aliás, quem sabe lidar com despedidas, quem sabe se acostumar logo de cara com a ideia de 'eles estão indo'? Bom, eu não sei... claro, em partes isso seria previsível, é uma coisa que sabemos desde quando uma amizade de escola começa...  Cada um vai pra um canto, cada um vai seguir a sua vida...
E no fim, acabou escola... e agora? E agora?
A ficha demora pra cair...

Todos estão indo e você ficando, claro, se você pudesse você iria atrás de cada um. O que queremos acreditar é que nos veremos sempre, que iremos visitar uns aos outros... que a amizade vai ser a coisa mais 'eterna'... Mas, não é!

O que fica são as lembranças... os ecos das músicas que cantamos juntos, das fotos que tiramos, das risadas que demos, das cartas que escrevemos, os lugares que frequentamos... e a vontade de ir um dia, no lugar que falamos que iriamos quando completássemos a idade....

Dói, dói, vai doer na hora de dizer 'tchau' - mas espero que seja mesmo um simples 'tchau'... O tchau vai ser a promessa de que todos nos veremos novamente - mesmo que demore uns 5 anos!

Eu pensei em tanta coisa, em tantos textos e explicalções... que agora eu nem mais sei. A realidade bate bem na cara!

Não sei como é que vai ser... mas temos que seguir, não é mesmo?


-Não tenho mais coragem de soprar um dente-de- leão, prefiro guardar... Não quero ser o tempo que vai separar uma amizade que durou por muito tempo, até crescer...

Acho que amizades são dentes de leão... crescem juntos e quando estão prontos, vem o vento ou alguém e sopra... cada um vai pra um canto, com suas sementes... criam raízes e ficam lá... e segue o ciclo da vida...



É só um tempo... estou feliz por quem conseguiu!