Parece como se ela tivesse perdido todas as chances de tentar, de sonhar. Os dias parecem ser iguais, nada diferente; as mesmas cores desbotadas de um rosto cansado de uma pessoa cheia, mas ao mesmo tempo, vazia.
Não dá pra saber o certo quando isso aconteceu, ela tentou ficar bem. Tentou descartar qualquer pensamento que a fizesse menos feliz, mas, a sua cabeça não foi capaz de aguentar. Tudo se transformou em lágrima, visão turva.
Não que isso fosse um problema, pois era o de menos. Mas era a única coisa que ela poderia fazer.
Ela não podia parar,
Ela não podia correr;
Gritar não era permitido. Dizia-se: SILÊNCIO.
Ela não podia ir embora, mas, não queria ficar.
Ela estava tão presa, mesmo tendo asas pra voar.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Ás vezes seria mais fácil acreditar naquele mundo em que você viveu há anos atrás; onde seus sentimentos não eram tão fortes, frágeis... Quando o choro vinha com um tombo ou um machucado...
Quando você só precisava correr, porque se sentia livre, não porque estava lutando contra o tempo.
No tempo em que pouco te faltava, porque parecia que você tinha o mundo no seu mundo. Quando era apenas você, sem mais invasores, sem medos e temores...
Por mais que você não soubesse sobre a Rosa dos Ventos, sabia muito bem onde estava.
Shakespeare dizia que 'quando se está perdido, qualquer lugar serve'... mas, quer saber, estes lugares não cabem você, uma vez que, não há mais espaço para os sonhos...
Eu sei que você gosta de sonhar, sei que quer sonhar, que quer viver. Que está lutando o mais que pode, mas isso não é o suficiente.
[...]
-'O que você tem são apenas palavras, para isso você pecisa falar, mas, não pode falar; ninguém quer ouvir. Te dou um espaço então pra escrever, pra externar. Lute contra os monstros, menina, porque eles só vieram para te deixar com medo - e querer desistir.'
A MENINA E O MOSTRO.
-É noite de inverno, chove lá fora.
(Isadora Brito, 16)
Quando você só precisava correr, porque se sentia livre, não porque estava lutando contra o tempo.
No tempo em que pouco te faltava, porque parecia que você tinha o mundo no seu mundo. Quando era apenas você, sem mais invasores, sem medos e temores...
Por mais que você não soubesse sobre a Rosa dos Ventos, sabia muito bem onde estava.
Shakespeare dizia que 'quando se está perdido, qualquer lugar serve'... mas, quer saber, estes lugares não cabem você, uma vez que, não há mais espaço para os sonhos...
Eu sei que você gosta de sonhar, sei que quer sonhar, que quer viver. Que está lutando o mais que pode, mas isso não é o suficiente.
[...]
-'O que você tem são apenas palavras, para isso você pecisa falar, mas, não pode falar; ninguém quer ouvir. Te dou um espaço então pra escrever, pra externar. Lute contra os monstros, menina, porque eles só vieram para te deixar com medo - e querer desistir.'
A MENINA E O MOSTRO.
-É noite de inverno, chove lá fora.
(Isadora Brito, 16)
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