Parece como se ela tivesse perdido todas as chances de tentar, de sonhar. Os dias parecem ser iguais, nada diferente; as mesmas cores desbotadas de um rosto cansado de uma pessoa cheia, mas ao mesmo tempo, vazia.
Não dá pra saber o certo quando isso aconteceu, ela tentou ficar bem. Tentou descartar qualquer pensamento que a fizesse menos feliz, mas, a sua cabeça não foi capaz de aguentar. Tudo se transformou em lágrima, visão turva.
Não que isso fosse um problema, pois era o de menos. Mas era a única coisa que ela poderia fazer.
Ela não podia parar,
Ela não podia correr;
Gritar não era permitido. Dizia-se: SILÊNCIO.
Ela não podia ir embora, mas, não queria ficar.
Ela estava tão presa, mesmo tendo asas pra voar.
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