terça-feira, 13 de julho de 2010

Ás vezes seria mais fácil acreditar naquele mundo em que você viveu há anos atrás; onde seus sentimentos não eram tão fortes, frágeis... Quando o choro vinha com um tombo ou um machucado...
Quando você só precisava correr, porque se sentia livre, não porque estava lutando contra o tempo.
No tempo em que pouco te faltava, porque parecia que você tinha o mundo no seu mundo. Quando era apenas você, sem mais invasores, sem medos e temores...
Por mais que você não soubesse sobre a Rosa dos Ventos, sabia muito bem onde estava.
Shakespeare dizia que 'quando se está perdido, qualquer lugar serve'... mas, quer saber, estes lugares não cabem você, uma vez que, não há mais espaço para os sonhos...

Eu sei que você gosta de sonhar, sei que quer sonhar, que quer viver. Que está lutando o mais que pode, mas  isso não é o suficiente.


[...]




-'O que você tem são apenas palavras, para isso você pecisa falar, mas, não pode falar; ninguém quer ouvir. Te dou um espaço então pra escrever, pra externar. Lute contra os monstros, menina, porque eles só vieram para te deixar com medo - e querer desistir.'






A MENINA E O MOSTRO.




-É noite de inverno, chove lá fora.



(Isadora Brito, 16)

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