quarta-feira, 26 de maio de 2010

amanhã.

Hoje  a noite  eu me sinto feliz.
Hoje a noite me sinto livre, nada mais me prende.

Depois tempestade vem a calmaria, pode esperar o sol também.

A noite não tem sol, na maioria das vezes têm lua - só pra ter um pouco de luz.- ás vezes nem lua tem - é escuridão.

Na cidade, á noite, as luzes das ruas ficam acesas pras pessoas que andam poderem enchergar...



Mas quer saber de uma coisa: com sol, sem sol, com ou sem a lua; posso continuar vendo... uma vez que aprendi que com meus olhos fechados, vejo muito mais. Há controle, os outros sentidos se aguçam...
Com meus olhos cerrados, costumo a sonhar, onde estou na maioria das vezes, LIVRE.




Amanhã é o dia - e eu não tenho mais medo!




segunda-feira, 24 de maio de 2010

ímpar.

Na escola desde cedo aprendemos a seguinte soma: 1+1= 2. Dois é um número par, e caso, nessa conta, tu não tenha o '+1', tu é ímpar, é sozinho. É número sem soma.

Muitas vezes na vida tu não tem com o que somar.
Você tenta suprir a falta desse algarismo com várias coisas que você não precisa.
Busca a felicidade em coisas fúteis e acha que ser feliz é algo temporário, ao invés de saber que tu não precisa tentar ser feliz, uma vez que a felicidade não se compra e se tu colocasse isso na sua cabeça, seria mais feliz....

Você pode ser a pessoa sozinha que mora sozinho na sua casa, tem tudo e todos, ao mesmo tempo, mas, tá faltando a pessoa que vai perguntar se você está bem no fim do dia. A pessoa que tu vai saber que pode estar bem ao lado dela...

Eu acho que as pessoas não precisam de mais objetos ou mais dinheiro pra comprar a felicidade. Acho que as pessoas precisam uma das outras. Todos poderiam se ajudar. Mas eu quero do que não tem.
Eu sou ímpar, só preciso escrever...


Eu não sei muito o que dizer, mas, toda vez que quero escrever textos assim, eles saem ruim. Eu tenho muito a falar, tenho muito do que penso, deve ser por isso a falta de palavras....

quinta-feira, 20 de maio de 2010

sobre marcas.

Esses dias me peguei olhando nas minhas diversas cicatrizes; marcas, muitas delas vindas de tempos indeterminados. Cicatrizes novas, velhas...  A maioria delas, velhas!
Tentei me lembrar de como elas vieram parar ali, no meu corpo, o que estava pensando na hora em que consegui cada uma delas, se eu havia chorado, berrado, ou, se eu nem havia percebido na existência de um machucado. E, continuei pensando, me perguntando os por quês...
-Cicatriz, não é uma coisa que a gente venha a a escolher, mas, então por que a temos?

Cicatrizes não são como tatuagens, que a gente pode escolher como, onde e quando fazer. Tatuagens tem seus significados, talvez, as minhas cicatrizes também.


O tempo passou, deixou a ferida cicatrizar, mas a marca está ali, a prova de que eu vivi. Que passou e não dói mais.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

she back, to home


Ela. Ela não estava muito certa do que iria fazer da vida. Não era das pessoas mais bem humoradas quando acordava, muito menos quando ainda não dormira.
A mãe dela sempre a deixou bem livre pra fazer suas escolhas, deu a ela toda a liberdade. A filha em troca, deu a mãe a confiança; ela sabia que podia fazer de tudo, mas nem tudo lhe parecia ser tão certo assim.

Ela já se desfez e fez de suas escolhas. Já disse não as coisas que amaria dizer 'sim' , mas que, por algum motivo, parecia arriscado, ou até mesmo, bom demais...
Ela já sonhou, tentou seguir a estrada deles, mas, não, mais uma fez ela decidiu parar e deixar tudo como estava. Quem sabe, ela não aceite tão bem assim as mudanças. Os impactos das mudanças.

Ela sempre perdia algo, que gostava muito, mas depois esquecia. Ás vezes, encontrava novamente, mas, não tinha o mesmo valor que tivera antes. Menor ou maior. Acontece é que nada continua igual...

Ela teve que largar o seu lugar favorito, onde crescera desde sempre, deixou o avô, a tia, o tio... mais do que isso, aquela infância e espaço que só teria naquele lugar... ela sabe.

Muitas vezes, ao longo de sua vida, sabia sim que iria mudar, mas não sabia o que isso certamente significava. Hoje ela tem vontade, tem medo. Ela queria apenas seu sonho de volta!

Ás vezes, a menina fecha os olhos, levanta a cabeça, como quem olha para cima, e tenta decifrar cada particula de cheiro. Em instantes, tudo volta a tona, sente seu cheiro, cor, sabor e tom preferidos... os risos, os vestidos... o vento, o campo...









Eu tenho saudade, muita saudade. Não é uma saudade que deixa as pessoas trites, sim, felizes por terem vivido tudo aquilo.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ninguém mais...

Poderia fazer a menina mudar seu jeito indecifrável de ser. Ninguém, pelo menos depois de já terem tentado muda-la por muitas vezes.
-Sim, ela aceitou tudo. De cabeça erguida, mas no fundo ela sabia que o que ela tinha por dentro jamais poderia ser mudado. Não, não podia.

Ela já tentou se encontrar em todos os cantos, mas, ela está presente em todos os cantos. Ela é o sim e o não, ao mesmo tempo, ela é o frio, a noite de inverno, ela é o amanhecer com um raiozinho de sol. Ela é o raiozinho de esperança...

Eu sinto saudades dessa menina; ela acreditava que tudo, depois que ela abrisse os olhos, voltaria ao normal, então, ela poderia voltar a suas tarefas.

Ela acreditava nos finais felizes, ela era uma pessoa que não acreditara em qualquer tipo de mentira ou desculpa, ela não tinha ídolos.Não precisava de meia palavra, ou, atenção pra se sentir importante.

Ela era importante porque estava entre as borboletas, entre o campo, as árvores... ela era o vento trazendo os perfumes; era a água que caia do céu...



Eu sinto saudade dela, mas hoje eu sei que ela não volta mais, eu perdi. Eu a matei e dei espaço a mim. Eu a esmaguei com essa minha afirmação de já ter crescido e que todos os momentos eram inúteis, importava o agora. Eu deixei essa menina lá bem longe, onde eu não posso mais alcançar. Ela está lá no campo, com as borboletas que eu fiz questão de expulsar.
Ela é o vento que me traz as lembranças, ela é a chuva que desfarça minhas lágrimas.


Ela, ela por inteiro nunca existiu, a criei assim.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

the name.

Tecnicamente tudo o que eu escrevo aqui é pra quem não me vê; e, já que ninguém vai me ver, posso escrever o que eu quiser, sem censura - porque sei que a minha cara não vai queimar quando alguém me vier dando aquele olhar, como se eu fosse uma criminosa, uma assassina, uma traidora...

Eu conto o que eu quiser contar -e não vou dizer que é mentira, que eu inventei só por inventar! É MENTIRA! Cada pouquinho aqui, tem minhas verdades, as coisas que martelam a minha cabeça!

Hoje, exatamente agora, examente nesse mês de março, estou um pouco triste, nostálgica talvez. As lembranças fazem de mim assim, desse jeito. É fácil falar pra esquecer, pra pensar que as pessoas quando morrem vão pra um lugar melhor... que o sofrimento acabou. Não, não dá pra esquecer.
Admito que me sinto totalmente fora do direito de estar sentindo tudo isso, mas as datas não me deixam esquecer...

A cada dia, uma menina, tentava se reerguer, ela perdera tudo... mas, sabe que ela se acostumou com aquela vida onde nada importava. Não importava mais a roupa que ela vestia, os sapatos que calçava, o cabelo dessarrumado, a falta de cor... Nada!
-Não que a vida dela fosse sem graça, que ela fosse uma esquisitona, não! Ela não era... e naquele fundo do poço ela encontrou um pouco de felicidade, nas memórias, nas lembranças, nos sons de risadas que ela dava, no que ela pode alcançar um dia... - lembranças de um tempo colorido, claro...
Sim, ela encontrou a felicidade na escuridão! Não, não pensem que isso era bom. Ela tinha apenas as lembranças de um tempo feliz, apenas, nada mais. Ela, em si, não era mais, apenas os pensamentos eram assim, felizes, ela não. Ela tinha o mesmo olhar distante e triste, mesmo quando o sol batia nos seus cabelos claros, não dava ninguém a impressão de calor, nem cor...
Quando foi que tudo se perdeu?
A menina não sabe, só sabe que perdeu e pronto. Perdeu e não tem mais como encontrar, talvez até ela tenha se perdido em si, não sei, mas ela não sabe o que dizer...

Não sei, não sei... Eu não sei, ela não sabe me contar!






E, fim de história. Sim, ela passou por tudo isso, hoje ela tem dias ensolarados, sem contar que aquela fase durou bem pouquinho, mas da escuridão a gente não esquece, ela sorriu milhões de vezes, teve muitas pessoas ao seu redor, ela voltou a ser ela. Só que hoje, eu sou um pouquinho dela, e vou contar essa história de novo porque as coisas voltam, por mais que haja superação. Hoje é o dia decadência, amanhã eu volto ao normal, mas já é pra quem não me vê, deixa eu contar, deixa eu escrever. 'Eu vou dizer que estou bem' só pra deixarem em paz, pra eu evitar dar demasiadas explicações...



Deixa eu contar mentiras!...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Tell lies!

Ela não sabe esperar, mas até que esperou bastante, com muita calma, da melhor forma possível. Ela não viu o tempo passar, deve ser por isso que esperar se tornou uma constante em sua vida; que as datas nas fotos são a única prova de que o tempo passou – e ela mudou.
Ela fala sobre marcas, cicatrizes que estão nesses seus tão longos 16 anos de idade. Fala sobre o que fez e desfez, mas também do que fez e abandonou.
Dos seus sentimentos, não tem culpa. Mas, como de costume, ela gosta por muito tempo, mas depois abandona o sentimento e depois pega de volta. Aí que ela se sofre. Sentimentos...
Sim, ela tem medo de se arriscar, sobre relacionamentos ela sabe tão bem, porque já sabe cada etapa, cada palavra... Não que ela tenha vivenciado algum, mas junta o que todos contam, a cada cena vista... Quanto... Desperdício?
Ela também não acredita que meros beijos marquem alguma coisa. E nem sempre quando tu gosta mesmo, tu precisa dar um beijo pra provar isso!
-Quem foi quem fez isso com ela?
Não, eu não sei, mas ela sempre vai ter a impressão de que ainda não acabou; os sentimentos não foram selados com beijos. Das palavras, ela sempre vai querer mais...

Ela sempre vai querer saber o que acontece quando as cortinas se fecham...
Aquela impressão de que vai haver mais um pouquinho daquilo que ela provou!


-E admiro essa menina! – Ás vezes claro, rs .

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sobre a sorte (lucky)

"Saudade não é olhar pro lado e dizer "se foi". É olhar pro lado e perguntar "cadê"..."

Sempre que eu leio esse texto me lembro de você. Pode ter qualquer explicação pra isso... Mas, eu prefiro explicar do meu jeito. É que eu sei, que mesmo que o único sentimento que exista entre nós, seja a saudade, você nunca "vai" realmente... Você faz parte de mim. É uma parte essencial, sabe? É como a razão e a emoção. Tão diferentes e tão ligadas! Você é a razão, claro...
E sendo uma parte de mim, eu sempre vou te procurar, sempre vou perguntar "cadê". Muitas vezes, não vou te encontrar, não ao alcance das mãos, do braço. Mas cada lembrança, vai te trazer aqui, né?



E, sobre a saudade...

A gente, foge dela!


Bárbara Andissa Pereira Bastos, minha amiga.




Sobre a saudade, eu sei, me canso dela, está em todo o canto....Já a sorte...está naquele pedacinho de palpel, naquele restinho de riso, naquelas cumplicidades... naquelas tantas coisas que só a gente sabe.

Hoje eu quero falar dela; Bá, resume muita coisa, nem sei mais como explicar.


Obrigada!