sexta-feira, 14 de maio de 2010

she back, to home


Ela. Ela não estava muito certa do que iria fazer da vida. Não era das pessoas mais bem humoradas quando acordava, muito menos quando ainda não dormira.
A mãe dela sempre a deixou bem livre pra fazer suas escolhas, deu a ela toda a liberdade. A filha em troca, deu a mãe a confiança; ela sabia que podia fazer de tudo, mas nem tudo lhe parecia ser tão certo assim.

Ela já se desfez e fez de suas escolhas. Já disse não as coisas que amaria dizer 'sim' , mas que, por algum motivo, parecia arriscado, ou até mesmo, bom demais...
Ela já sonhou, tentou seguir a estrada deles, mas, não, mais uma fez ela decidiu parar e deixar tudo como estava. Quem sabe, ela não aceite tão bem assim as mudanças. Os impactos das mudanças.

Ela sempre perdia algo, que gostava muito, mas depois esquecia. Ás vezes, encontrava novamente, mas, não tinha o mesmo valor que tivera antes. Menor ou maior. Acontece é que nada continua igual...

Ela teve que largar o seu lugar favorito, onde crescera desde sempre, deixou o avô, a tia, o tio... mais do que isso, aquela infância e espaço que só teria naquele lugar... ela sabe.

Muitas vezes, ao longo de sua vida, sabia sim que iria mudar, mas não sabia o que isso certamente significava. Hoje ela tem vontade, tem medo. Ela queria apenas seu sonho de volta!

Ás vezes, a menina fecha os olhos, levanta a cabeça, como quem olha para cima, e tenta decifrar cada particula de cheiro. Em instantes, tudo volta a tona, sente seu cheiro, cor, sabor e tom preferidos... os risos, os vestidos... o vento, o campo...









Eu tenho saudade, muita saudade. Não é uma saudade que deixa as pessoas trites, sim, felizes por terem vivido tudo aquilo.

Um comentário:

  1. não tem como fugir, você sempre acaba falando sobre você né isinha ! me indetifico ...
    lido texto (:

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