quinta-feira, 20 de maio de 2010

sobre marcas.

Esses dias me peguei olhando nas minhas diversas cicatrizes; marcas, muitas delas vindas de tempos indeterminados. Cicatrizes novas, velhas...  A maioria delas, velhas!
Tentei me lembrar de como elas vieram parar ali, no meu corpo, o que estava pensando na hora em que consegui cada uma delas, se eu havia chorado, berrado, ou, se eu nem havia percebido na existência de um machucado. E, continuei pensando, me perguntando os por quês...
-Cicatriz, não é uma coisa que a gente venha a a escolher, mas, então por que a temos?

Cicatrizes não são como tatuagens, que a gente pode escolher como, onde e quando fazer. Tatuagens tem seus significados, talvez, as minhas cicatrizes também.


O tempo passou, deixou a ferida cicatrizar, mas a marca está ali, a prova de que eu vivi. Que passou e não dói mais.

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