Bom, hoje eu vou falar do que tenho passado nesses últimos dias, numa forma mais direta mesmo. Sei que não costumo escrever assim, mas, hoje é um dia diferente. Vai ser o que eu passei sem enfeites pra eu ter um texto mais bonito. Sabe, hoje não importa. Não sei se isso é bom ou ruim...
Na vida, você aprende as lições da vida de duas formas distintas: no amor, ou na dor. Claro que muita gente prefere aprender na 1ª opção, no amor, mas, infelizmente é 2ª opção que realmente aprendemos, a dor nos faz ver um mundo diferente, que, no meu caso, mais real. Isso não é mal... não mesmo, maldade seria se eu nunca aprendesse isso e apanhasse da vida, vamos assim dizer....
O mundo em que nem sempre seu otimismo vai valer de algo. Quando uma pessoa está na UTI, em um estado crítico, quase óbito, você acredita com tanta convicção que ela vai se curar, e assim vai ser. Como o sol após a chuva, entende? Mas, por mais que sua fé seja forte, o que Deus trilhou é o que vai ser. As pessoas tem hora pra chegar e pra ir também. Então, aprendi que tenho que encarar a realidade, encarar os fatos. Uma flor não nasce de uma pedra, ponto final... Eu chamo o que eu tenho de fé... e eu tenho muita fé... e, por mais que o que eu acreditei não tenha acontecido, continuo tendo fé...
Hoje minha avó morreu. Há um tempo já encaro a morte de um modo diferente, não como o fim, mas uma pausa, como um sono eterno - e sem essa de outras vidas e visitas de uma pessoa fisicamente morta.
Somo constituídos de corpo, alma e espírito....
Um corpo morto, é um corpo morto, é só eu me acostumar com a ideia de que eu não vou mais poder tocar, rir junto com ela, abraçar... mas, posso tê-la aqui na minha memória. Não a imagem de uma senhora na cama da UTI, mas, a que eu tinha antes...
E, quando tudo tem pra dar certo, vem um ventinho e muda os rumos...
12,13,18,19,21- ainda faz sentido.
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