Foi assim, me vendo sem você, que eu pude ver como eu era.
Um eu, mas sem você....
Se quer saber bem a verdade, pra poder enxergar direito eu preciso dos meus óculos, do contrário, a visão é meio embaçada, a cabeça dói.... e se eu tinha algum interesse em ver, acabo perdendo. É, eu não enxergo direito.
Acho que foi com isso que eu acreditei que para eu poder viver, precisava de um algo á mais, que fizesse parte da minha vida, assim como o meu óculos.
Mas você não me fazia enxergar melhor, muito menos, pensar melhor - eu vivia a sua vida. A sua vida fora da minha.
Então o que era pra ser junto, acabou sempre se tornando algo solo. Pedi inúmeros convites para entrar... você não aceitou nehum. Nenhum sequer. E quem mais tentou fui eu, eu sempre insitia, mandava mais perguntas, vivia a perguntar de ti....
Mesmo não tendo nehuma resposta eu continuava....
Acontece é que o tempo passa, é o tempo passou e eu nem tinha percebido, o que era comum se tornou raro, escasso - e sim, eu me vi ali, juntando as gotas, os cacos.. pra poder tornar inteiro... um inteiro que na verdade nem era inteiro, era bem menos da metade, mas mesmo assim, eu me vi lá, ajoelhada, juntado. Enquanto eu juntava, doía, porque eu via muito de mim ali; não tinha nada seu... nada... era só eu, eu ali pedindo pra voltar.... pedindo, pedindo... e nada! Nada!
Mas nessas horas, sempre tem um espelho - ainda bem que tem um espelho! Me vi cheia de lágrimas, de dor, lamentações, culpa... e quem era aquela menina, por que ela estava assim? Quem é ela?
Eu mudei o meu cabelo, deixei tudo aquilo pra trás... eu sou diferente agora, nada parecida com aquela menina idiota, insegura, chorona. Eu nunca fui de fazer tudo aquilo, mas porquê fiz? Pra alguém que nem ligava muito...
Hoje, eu olho pra frente, de cabeça erguida, nada, nada pode me abalar...
Você não vai passar por mim, mais uma vez....
Sem que você perceba, pelo menos!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Já passou.... calma!
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